Diante de você encontra-se São Domingos em Soriano, uma magnífica pintura de Francisco de Zurbarán, criada entre 1626 e 1627. Esta impressionante obra, medindo 2,3 metros de largura e 1,9 metros de altura, reside na Igreja de Santa Maria Madalena e capela de Nossa Senhora de Montserrat. A pintura centra-se num retrato de São Domingos, serenamente retratado em seu simples hábito branco dominicano, segurando um lírio — símbolo de pureza — um retrato erguido e venerado por várias figuras.
À esquerda, um frade dominicano, ajoelhado em vestes escuras com mangas brancas, olha atentamente para o retrato do santo, sua devoção enfatizada pelo rosário que segura. Acima dele, um putto querubínico e uma bandeira parcialmente visível adicionam uma dimensão celestial e simbólica à cena. À direita, uma figura régia, resplandecente em um vestido rosa e manto azul, segura um cetro e um rosário, sua postura real refletindo sua piedade. Ao lado dela, uma jovem em um vestido amarelo e dourado segura o que parece ser um relicário. Ambas as mulheres compartilham o mesmo olhar reverente para São Domingos.
A composição geral é um poderoso testemunho de fé. Zurbarán emprega magistralmente uma paleta rica e sóbria de tons terrosos, pontuada pelo vibrante rosa do vestido da rainha e pelo amarelo dourado do vestido da outra mulher. O uso dramático da luz e sombra, ou claro-escuro, cria profundidade e enfatiza as figuras, imbuindo a cena com um sentimento de solenidade e admiração. A pintura não é meramente uma representação; é uma comovente retratação de veneração e devoção, capturando um momento de profundo significado espiritual.
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