
Diante de você encontra-se A Última Ceia, uma pintura cativante de Sebastiano Ricci, datada de 1713 a 1714. Esta obra-prima, parte da estimada coleção da National Gallery of Art, mede 1,04 metros de largura e 0,67 metros de altura. Pintada a óleo sobre tela, ela demonstra a maestria de Ricci no estilo Barroco.
A pintura retrata a Última Ceia não em um cenário simples, mas dentro de um grandioso interior palaciano, vislumbrado através de um arco ricamente decorado. Este arco, repleto de figuras esculpidas e desenhos sinuosos, imediatamente atrai o olhar e estabelece um tom de opulenta grandeza. Flanqueando o arco, encontram-se duas figuras femininas, possivelmente representações alegóricas, que realçam ainda mais o sentido de drama e significado.
O foco, no entanto, permanece na Última Ceia em si. Cristo e seus doze apóstolos estão reunidos em torno de uma longa mesa, ricamente carregada de comida. Embora retratados com certo grau de realismo, as expressões dos apóstolos são generalizadas, convidando os espectadores a contemplar suas histórias individuais. Cristo, centralizado e ligeiramente elevado, impõe sua presença. Suas vestimentas variam, refletindo a diversidade social da época.
A paleta de cores é composta predominantemente por tons terrosos suaves – marrons, ocres e verdes-esmaecidos – pontuados por tons mais quentes nas vestes e no lustre dourado que pende acima. A iluminação dramática, aparentemente emanando de uma fonte além da mesa, projeta sombras que acentuam a tridimensionalidade das figuras e do cenário arquitetônico. Esta interação de luz e sombra cria um poderoso sentimento de intimidade e grandeza.
Acrescentando à narrativa, um servo é retratado despejando líquido em uma grande tigela no canto inferior esquerdo, enquanto um cachorro descansa próximo à base da mesa, um toque de realismo que talvez simbolize fidelidade. Figuras ao fundo sugerem atividade para além da cena imediata, enriquecendo a composição geral. O cenário arquitetônico, os detalhes ricos e o magistral uso da luz e sombra contribuem para a inegável estética Barroca da pintura. Embora a cena seja uma representação clara da Última Ceia, ela convida à contemplação em vez de uma interpretação simbólica explícita.
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